?O Exame de Ordem ser extinto é o mesmo que dizer que venceu o lobby das empresas privadas de ensino superior que só buscam o lucro a qualquer preço, sem nenhuma preocupação com a qualidade do ensino jurídico?. A afirmação foi feita pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Brito, ao receber no dia 8 de abril, em seu gabinete, o senador Valter Pereira (PMDB-MS), que é relator no Senado do projeto de lei que trata das buscas e apreensões em escritórios de advocacia.
Na opinião de Britto, o estelionato educacional existente no Brasil penaliza diretamente a classe pobre. ?A classe menos favorecida no País, que sonha em crescer por meio do saber, é quem mais sai perdendo diante desse estelionato educacional?.
O presidente da Ordem lembrou que existem no País hoje mais de mil faculdades de Direito oferecendo cerca de 2,5 milhões de vagas para cursos de Direito. Desse total, segundo Britto, a metade das vagas é oferecida por apenas cinco grupos educacionais privados, dado que estarreceu o senador. Valter Pereira convidou o presidente nacional da OAB para participar de uma audiência pública no Senado e relatar esses dados quanto ao número de vagas no País. Também participou a reunião o vice-presidente nacional da OAB, Vladimir Rossi Lourenço.
Durante a reunião, o presidente da OAB ainda falou ao senador sobre os três projetos de lei em tramitação no Congresso que são extremamente caros à advocacia. O primeiro deles, já aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, é o de número 5.762/05 e transforma em crime a violação de direitos e prerrogativas profissionais do advogado. O segundo é exatamente o que tem como relator do senador Valter Pereira e regulamenta as buscas e apreensões em escritórios de advogados. O terceiro trata dos honorários advocatícios.
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